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28/08/2011 - 19h40 Bebê é abandonado, atropelado e morre na Grande SP - FOLHA DE SÃO PAULO

Um saco foi jogado para fora de um carro em movimento em uma rua de Guarulhos, na Grande São Paulo, na manhã deste sábado (27). Horas depois, à tarde, um outro carro passa com a roda por cima do saco e, então, moradores da região notam que há sangue no local. Quando abrem a bolsa, encontram o corpo de um bebê recém-nascido, do sexo masculino, ainda com cordão umbilical e placenta, envolvido em um lençol, morto. O IML (Instituto Médico Legal) disse que o atropelamento esmagou o crânio do recém-nascido. Ninguém reclamou o corpo até o momento.

“Muito provavelmente o corpo será sepultado por nós mesmos”, disse Alessandre Silva, 36, funcionário do IML. A polícia chegou ao local por volta das 16h de ontem. Testemunhas ouvidas afirmaram ter pensado que o saco se tratava de lixo, e, por isso, permaneceu toda a manhã de sábado jogado no asfalto. A polícia diz que em um hospital próximo ao local onde foi abandonado o bebê, entre as ruas José de Andrade e Bartolomeu de Gusmão, uma mulher deu registro de entrada com sangramento que, segundo a PM, é comum de quem acabou de realizar um parto.

A polícia vai investigar se a mulher, que não teve a identidade revelada, abandonou a criança. Ela passará por exames para comprovar a origem do sangramento. As imagens de possíveis câmeras de segurança instaladas na região também serão analisadas, segundo a PM. Foi solicitada perícia no local e auxílio do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) na investigação. Há possibilidade que o bebê já estivesse morto quando foi jogado. O laudo final do IML será entregue em cerca de 30 dias, segundo o instituto. O caso foi registrado no 1º DP de Guarulhos.

partes

No misticismo judaico, o Guf (do hebraico, corpo) é o Hall das Almas, localizado no Sétimo Céu, de onde toda alma humana é proveniente.


De acordo com outras lendas que descrevem as almas como pássaros, o Guf às vezes é representado como uma casa de pássaros.

O folclore diz que os pardais podem ver a descida das almas e isto explicaria seu trinado alegre. O Talmud ensina que o Messias não virá até que o Guf esteja completamente vazio. O significado mítico do Guf é que cada pessoa é importante e tem um papel único que só ela pode cumprir.

Mesmo um recém-nascido torna o Messias mais próximo pelo simples fato de ter nascido. De acordo com essa mitologia, chegará o dia em que o Guf estará vazio, os pássaros pararão de cantar e uma criança nascerá morta, sem alma.


Este será o último sinal da chegada do final dos tempos. A idéia original que descreve o Guf como um corpo parece estar ligada à tradição de Adam Kadmon; o
humano primordial.

Um ser superior, andrógino, do tamanho do universo – a intenção original de Deus para a humanidade –, o Adam Kadmon pecou e quando isso aconteceu a humanidade foi demolida em carne e sangue, nas criaturas mortais e bipartidas que somos.

De acordo com a Cabala, cada alma humana é uma fragmento (ou fragmentos) da alma universal de Adam Kadmon. Ou seja, cada alma humana é proveniente do “guf” (corpo) de Adam Kadmon.

Fonte: Idéias Bizarras 33

“realizei um ato irreparável, estabeleci um vínculo”.

Jorge Luis Borges